Não sou poeta desses adereços
ornados por um fim superficial,
tão-pouco sou um verso de começos
sem termos no sentido horizontal…
Talvez por ser assim sou menos caro,
quiçá por ser assim sou menos alto,
porém este meu estado faz-me raro
num mundo com poemas de basalto…
Assim, vou contemplando os eruditos,
os grandes lavradores da velha arte,
aqueles que nos seus versos bonitos
alastram o seu clamor por toda a parte…
As flores, a ilusão e os rendilhados,
ostentam admiração e todo o resto,
deixando estes maus versos dedicados
a este mau tributo que me presto…
António Prates - 2014
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domingo, 8 de maio de 2067
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